terça-feira, 21 de outubro de 2014

Uma chinesinha bem igualzinho a tantas brasileirinhas.

WÁNG CUÌ – SUZI

 
Minha querida Suzi

Wang Cui (pronuncia-se uán tsuei) é miúda, fala baixinho com voz fininha e dá risadinhas encabuladas com a mão cobrindo parte da boca. Como muitos chineses que lidam com estrangeiros, acabou adotando um nome ocidental. Foi uma cliente italiana, uma das suas primeiras, que olhou bem para ela e disse: Suzi. Ela afirma que gostou porque era fácil de pronunciar além de ser curto. "Suzi, que seja!" Pensou. E Wang (nome de família) Cui (seu primeiro nome) virou apenas Suzi em Pequim, capital da China.

segunda-feira, 13 de outubro de 2014

Fura-bolo, mata-piolho.

Todo mundo sabe que gestos feitos com as mãos nem sempre querem dizer a mesma coisa em lugares diferentes. O clássico no Brasil é o sinal de OK dos americanos que para nós quer dizer uma coisa nada OK. Até coisas simples podem gerar confusão quando a gente desconhece certos símbolos. 

quarta-feira, 8 de outubro de 2014

Chinesice que assusta.

Hoje quero falar da China que assusta. Minha inspiração: pela enésima vez vejo a CNN ou a BBC saírem do ar ao reportarem assuntos que são proibidos pelo governo central. É preciso esclarecer que TV a cabo é, em tese, ilegal na China, desta forma eu nem tenho como reclamar das interrupções na transmissão. Apenas condomínios e hotéis que recebem estrangeiros podem veicular alguns canais a cabo meio que por baixo dos panos, como é o caso daqui de casa. Cidadãos locais não têm acesso aos canais a cabo e eu apenas publico este blog porque pago por uma VPN privada (a qual tenho quase certeza que também é monitorada e que às vezes me deixa na mão) porque o Google não abre aqui. Então, assusta!!! 

sábado, 27 de setembro de 2014

Pode entrar com o pé esquerdo, mas não divida a sua pêra!

Você sabia que o mandarim é uma língua tonal? Dependendo da entonação que se coloca nos sons o sentido da palavra muda totalmente. Complicado. Mais ou menos assim: imagina que você vai dizer "ai" em português. Diga "ai" como num suspiro..... o "ai" vai sair esticado, né? Agora diga o "ai" como uma reação a ter espetado o dedo. Vai ser um "ai" curto e rápido. Desta vez seu "ai" vai ser aquele da mãe reprovando a ação da criança, "ai, ai, ai". Viu que foi um outro tom? Bem, seria um pouco assim em mandarim, mas só que são quatro tons diferentes e mais um neutro. Para nossos ouvidos destreinados tudo soa a mesma coisa. Discernir um tom do outro é uma das coisas mais difíceis para os estrangeiros que querem aprender mandarim. E no entanto, sua vida pode depender desta habilidade impossível, pois um tom errado pode arruinar seu emprego, fazer você comer o que não pediu ou mesmo acabar com seu namoro!  


domingo, 21 de setembro de 2014

O moderno e o kitsch.

Obra de arte no shopping- é um fusca de verdade!
Puxa vida, acho que no último post não deixei a melhor das impressões sobre o estilo dos chineses, sobre classe e elegância. 

Para me redimir vou falar de uma outra China que pouca gente imagina que exista. É uma China rica sim, mas de classe, high tech e "artsy", cheia de bossa. 

Claro que há exageros de consumo e uma busca de distinção e diferenciação que se mostra de variadas maneiras, como nos carros do último post. 


No entanto, muitas pessoas se impressionam quando chegam aqui e se deparam com arranha-céus modernísimos e com a qualidade dos produtos e serviços que nem sequer sonhavam ser possíveis.


domingo, 14 de setembro de 2014

Meu carro é fucsia com oncinha, não uso espelho pra me pentear...


Tudo bem que os chineses estão mais ricos. Mas, bem mais ricos mesmo. Num lugar onde todo mundo já se parece (desculpa esta aí amigos orientais, brincadeira) e onde o comunismo maoísta reinou por tanto tempo obrigando toda a população a se vestir com o mesmo modelito de terninho que variava apenas em  três cores super sóbrias, poder se diferenciar dos outros hoje em dia é a glória. E gloriosas são as escolhas de como se diferenciar. Há tanta ostentação que Luís XV ia ficar fucsia de inveja. 

quinta-feira, 4 de setembro de 2014

Sai um espetinho de escorpião no capricho!

Ni hao pessoal. 

Voltar para Pequim depois de tanto tempo girando por outros cantos do mundo foi um misto de sensações. Um pouco como voltar pra casa, pros cheiros, cores e lugares familiares que trazem conforto pra alma, mas também um pouco de estranhamento aos mesmos cheiros, cores e lugares que trazem inquietações ao espírito. Talvez seja esta a sina da vida de expatriado, às vezes se sentir como um ET em nosso próprio país e às vezes tão à vontade na terra dos outros que chega a dar saudades.